Teoria e exercícios de contabilidade básica para estudos.
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Este blog se destina prioritariamente a discorrer sobre assuntos direcionados a auditoria, contabilidade, finanças e educação, áreas do meu interesse na docência. Pretende ser um espaço de troca de ideias entre mim, meus colegas professores e os diversos alunos que tive a oportunidade de ensinar e aprender ao longo da minha vida acadêmica. Há a intenção em ser também um ponto de encontro de pessoas interessadas em discutir temas relevantes sobre gestão de negócios. Welcome to all!
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quinta-feira, 12 de março de 2015
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
GESTÃO DE RISCOS CORPORATIVOS x FRAUDE E CORRUPÇÃO
Em tempos alarmantes no
aumento mundial de fraudes, desvios e corrupção dentro das organizações,
compreender sobre mecanismos de prevenção e detecção destas imperfeições é condição
de cultura diferenciada para profissionais da área contábil.
Para as grandes corporações
não é novidade o convívio com mecanismos de controles internos, tais como
governança corporativa, auditoria interna e externa e controladoria, que
minimizam os riscos a que elas estão expostas.
Todavia em corporações de
menor porte, implantar estes mecanismos de controle custa caro, e normalmente é
um investimento visto como gasto desnecessário.
Somos partidários do princípio
que independente do tamanho da organização, conhecer sobre a gestão de riscos é
primordial para o controle das suas operações, e evitar fraudes e corrupção, os
quais permeiam as entidades, sejam elas de pequeno ou grande porte, públicas ou
privadas.
O processo de gestão de riscos deve ser
incorporado nas práticas da organização, e para quem ainda não teve a
oportunidade de implantar uma ação desta natureza, apresentamos 7 dicas valiosas de implementação:
1)
Mapear
os riscos corporativos (vulnerabilidade).
Esta é a fase inicial, onde
devem ser estudados os processos organizacionais e listados todos os riscos a
que a organização está exposta. Todas as organizações possuem riscos em suas
operações, e conhecê-los é fundamental para estabelecer ações que possam
mitigá-los.
2)
Priorizar
os riscos corporativos mapeados.
Uma vez identificados os
riscos a que a organização está exposta, relacioná-los por ordem de
importância, do mais significativo para aqueles com menor potencialidade de
trazer problemas para a organização.
Esta hierarquia permite
traçar ações preventivas de curto, médio e longo prazos, dependendo da relevância
de cada um dos riscos relacionados.
3)
Envolver
a organização em procedimentos éticos.
O desenvolvimento de uma
cultura organizacional pautada em procedimentos éticos é fundamental para o
sucesso da gestão de riscos, “pegando” os colaboradores pelo exemplo, que deve
partir da alta administração.
Ao contrário, em
organizações em que a cúpula diretiva apresenta desvios de padrões de condutas
éticas, este fato funciona como um fio condutor para os demais colaboradores,
que passam a acreditar que também podem agir desta forma.
4) Criar área de gestão de riscos e compliance.
Após cumpridas as etapas
anteriores, o passo seguinte na evolução da implementação do processo seria
criar internamente uma área com atributos voltados a gestão dos riscos
corporativos.
Caso não existam pessoas internas
com perfil para esta atribuição, poderá ser executada por profissionais
terceirizados, com expertise em
processos de investigação de fraudes.
O termo compliance tem o sentido de “buscar conformidade”, com padrões
adequados de conduta dos negócios estabelecidos internamente, tais como
instruções de trabalho, ou externamente, como por exemplo, normas legais.
5)
Disponibilizar
canais de denúncias.
É de extrema importância que
a organização estimule seus colaboradores e comunidade externa a realizar
denúncia contra práticas fraudulentas e corruptivas.
Um canal de comunicação de
denúncias deve ser implantado, de tal modo que qualquer pessoa possa realizar
uma denúncia de forma anônima, preservando assim a integridade física e moral
do denunciante, e que a área de gestão de riscos consiga investigar a denúncia.
6)
Monitorar
permanentemente os processos de gestão de riscos.
A manutenção constante dos
processos de gestão de riscos é vital para a melhoria continua das práticas de
mitigação das possibilidades de ocorrência de fraudes e corrupções.
Em virtude da dinâmica dos
negócios, rever constantemente os riscos a que a organização está exposta, e
avaliar novos, é fundamental para a melhoria do processo de mitigação.
Investigações sobre
contratantes, internos ou externos, monitoração de e-mails corporativos, e acompanhamento de evidências de
discrepância entre o acumulo de riqueza e os proventos, são ações importantes
contra fraudes e corrupções corporativas.
7)
Realizar
due diligence
O termo due diligence é extremamente difundido para profissionais de
auditoria, e tem o sentido de revisão das informações de uma organização, com o
objetivo de validar, ou confirmar, dados.
Esta validação de
informações pode estar assente sobre os fornecedores, sobre a contabilidade e
processos externos, com vistas a diminuir possibilidades de divergência de
dados.
O profissional da área de
contabilidade, especialmente aqueles que se especializam em auditoria, perícia
e investigação de fraudes, deve ser o ator principal na implantação de
processos de mitigação dos riscos nas organizações.
Mais um campo de atuação
nesta infindável área de contabilidade...
Consolidação das regras tributárias do IRPF
Foi publicada ontem (30/10/2014) a instrução normativa da Receita Federal do Brasil,
nº 1.500, com a consolidação das regras tributárias do IRPF.
São 114 artigos de muito estudo e leitura, imprescindível aos Contadores.
Quem não é Contador fique atento, estas regras poderão influenciar na sua Declaração do Imposto de Renda do próximo ano...
Na dúvida, contrate sempre um bom Contador para não ser "arranhado pelo "leão".
http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/Ins/2014/in15002014.htm
São 114 artigos de muito estudo e leitura, imprescindível aos Contadores.
Quem não é Contador fique atento, estas regras poderão influenciar na sua Declaração do Imposto de Renda do próximo ano...
Na dúvida, contrate sempre um bom Contador para não ser "arranhado pelo "leão".
http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/Ins/2014/in15002014.htm
sábado, 20 de setembro de 2014
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Auditoria e seus riscos envolvidos.
Não há dúvida que a função
do auditor é primordial para que haja confiabilidade nas práticas de governança
corporativa nas entidades, pois através da opinião deste profissional, no mínimo é
possível certificar que os principais processos internos estão controlados na organização.
A auditoria não atesta que
uma empresa está livre totalmente de riscos, ou que todas as suas operações
estão registradas corretamente, todavia, consegue afirmar que a empresa
cumpriu o “ritual” de registrar seus fatos nos livros contábeis, respeitando a
legislação e normativas específicas do setor, pelo menos no que se refere aos aspectos mais relevante.
Para poder ter segurança
razoável de que as transações ocorridas em uma entidade estão adequadas, há a necessidade
de que o auditor realize avaliação de uma série de riscos.
O
risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.
Em
linha com definições da NBC TA 200 – Objetivos gerais do auditor independente e
a condução da auditoria em conformidade com normas de auditoria, temos:
1.
Risco de
detecção: é o risco de que os procedimentos executados
pelo auditor não detectem uma distorção potencialmente relevante,
individualmente ou em conjunto com outras distorções.
2.
Risco de distorção relevante: é o risco de que
as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da
auditoria. Consiste em dois componentes, o risco inerente e o risco de controle:
·
Risco inerente:
é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma
distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras
distorções, antes de se considerar qualquer controle preexistente;
·
Risco de
controle: é o risco de que uma distorção não seja
prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade.
O risco de distorção
relevante (RDR) é o “calo de Aquiles” do auditor, pois a sua não
identificação, poderá conduzi-lo a opinar de forma errônea sobre aquilo que ele
examinou, com base nos relatórios contábeis.
Para minimizar o RDR o auditor deve cumprir o
estabelecido na NBC TA 315 – Identificação e avaliação dos riscos de distorção
relevantes por meio do entendimento da entidade e de seu ambiente.
Conforme previsto na NBC TA 315:
O objetivo do auditor é identificar e avaliar os riscos de distorção
relevante independentemente se causados por fraude ou erro, nos níveis da
demonstração contábil e das afirmações, por meio do entendimento da entidade e
do seu ambiente, inclusive do controle interno da entidade, proporcionando
assim uma base para o planejamento e a implementação das respostas aos riscos identificados
de distorção relevante.
Graficamente
a identificação do risco de distorção relevante pode ser visualizada, conforme
abaixo:
![]() |
Avaliação dos riscos em auditoria |
A avaliação do controle
interno é fundamental para diminuição dos riscos de uma opinião inadequada por
parte da auditoria.
O controle interno das
organizações fornece ao auditor uma segurança razoável, mas não absoluta, pois
está sujeito as falhas humanas, sejam elas intencionais, ou não intencionais.
Afirmações, ou assertivas, são
declarações da administração, explícitas ou não, incorporadas às demonstrações
financeiras, como por exemplo:
Balanço Patrimonial
Existência:
Atestar de que ativos e passivos existem em determinada data;
Avaliação:
Constatar que os registros foram realizados pelos valores apropriados;
Direitos e obrigações: Certificar
que os valores registrados pertencem ou são devidos pela entidade.
Demonstração do Resultado
Ocorrência:
Verificar que as transações que pertencem a entidade efetivamente ocorreram;
Mensuração:
Identificar que os registros estão pelos valores adequados.
Ambas as Demonstrações
Integridade ou completude:
Observar se existem valores que não foram registrados nas demonstrações;
Apresentação e divulgação:
Examinar se as classificações, descrições e divulgações estão de acordo com a
estrutura de relatório aplicável a entidade.
Maiores detalhamentos sobre
controles internos e riscos de auditoria podem ser obtidos no meu livro.
AUDITORIA INTERNA E
OPERACIONAL: Fundamentos, conceitos e aplicações práticas.
Editora Atlas
Autor: Cláudio Marcelo
Rodrigues Cordeiro
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Processo de reconhecimento da receita.
Como venho falado em sala de aula, o processo de reconhecimento da receita é um dos pontos polêmicos na aplicação das IFRS, se comparado ao que normalmente ocorre no Brasil.
Há o hábito do reconhecimento da receita no nosso país, pela simples emissão da Nota Fiscal, sendo que as IFRS recomendam o reconhecimento quando os riscos e benefícios sejam transferidos aos comprador.
Está existindo um esforço enorme de equiparação das metodologias do IASB (Europeu), com o FASB (Americano), no sentido de aproximar as metodologias.
Os dois organismos destacam que o reconhecimento da receita deve passar por 5 etapas:
1) Identificar o contrato com o cliente;
2) Identificar eventuais obrigações de performance de forma separada no contrato;
3) Determinar o preço da transação;
4) Alocar o preço da transação separado das obrigações de performance;
5) Reconhecer as receitas quando a entidade satisfizer as obrigações de performance.
A previsão para adotação destes padrões de análise de forma unificada entre IASB e FASB, é a partir de janeiro de 2017.
Vamos nos preparando, pois também teremos que fazer estas análises críticas das transações antes de reconhecermos uma receita simplesmente pela emissão de uma nota fiscal.
Maiores detalhes sobre os estudos do IASB e o FASB:
http://journalofaccountancy.com/News/201410215.htm
Há o hábito do reconhecimento da receita no nosso país, pela simples emissão da Nota Fiscal, sendo que as IFRS recomendam o reconhecimento quando os riscos e benefícios sejam transferidos aos comprador.
Está existindo um esforço enorme de equiparação das metodologias do IASB (Europeu), com o FASB (Americano), no sentido de aproximar as metodologias.
Os dois organismos destacam que o reconhecimento da receita deve passar por 5 etapas:
1) Identificar o contrato com o cliente;
2) Identificar eventuais obrigações de performance de forma separada no contrato;
3) Determinar o preço da transação;
4) Alocar o preço da transação separado das obrigações de performance;
5) Reconhecer as receitas quando a entidade satisfizer as obrigações de performance.
A previsão para adotação destes padrões de análise de forma unificada entre IASB e FASB, é a partir de janeiro de 2017.
Vamos nos preparando, pois também teremos que fazer estas análises críticas das transações antes de reconhecermos uma receita simplesmente pela emissão de uma nota fiscal.
Maiores detalhes sobre os estudos do IASB e o FASB:
http://journalofaccountancy.com/News/201410215.htm
terça-feira, 1 de abril de 2014
Disque-Fraudes
A partir de agora o Brasil passa a contar com um importante instrumento de moralização das transações operacionais com entidades públicas e privadas.
Funcionários, fornecedores, clientes e qualquer outra pessoa que, por qualquer razão, tiver informações ou suspeitas relevantes acerca de alguma fraude ou desvio ético que tenha sido, ou esteja sendo, cometido em qualquer empresa ou entidade.
O serviço Disque-Fraude proporciona o total anonimato dos denunciantes. Não são rastreados nem memorizados os dados de origem da ligação e não são mantidas as gravações originais das conversações, que são simplesmente transcritas por um sistema automático ou por atendentes especialmente treinados e vinculados a contratos de confidencialidade e sigilo.
As fraudes podem ser denunciadas através do telefone do sistema de atendimento (0800 se ligar de telefone fixo ou público, ou número local se ligar de celular), e fazer uma denúncia anônima.
Acorda povo, vamos parar de ligar para telefones inúteis com o do BBB, e salvar o nosso País!
Maiores informações:
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