Este blog se destina prioritariamente a discorrer sobre assuntos direcionados a auditoria, contabilidade, finanças e educação, áreas do meu interesse na docência. Pretende ser um espaço de troca de ideias entre mim, meus colegas professores e os diversos alunos que tive a oportunidade de ensinar e aprender ao longo da minha vida acadêmica. Há a intenção em ser também um ponto de encontro de pessoas interessadas em discutir temas relevantes sobre gestão de negócios. Welcome to all!
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
História da contabilidade.
Vídeo sobre história de contabilidade
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=MKHkCUPHXJk
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=MKHkCUPHXJk
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Demonstrações Financeiras da Gerdau 2012 - IFRS e CPC
Excelente modelo de demonstração financeira, com estrutura em linha com IFRShttp://gerdau.infoinvest.com.br/ptb/5457/2012GSACompletoJCRJ.pdf
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Técnicas ou procedimentos de auditoria.
Para
colher evidências que proporcionem ao auditor testar a fidedignidade dos saldos apresentados nas Demonstrações Financeiras, são empregados vários métodos chamados de técnicas
ou procedimentos de Auditoria.
As
técnicas de auditoria são o conjunto das investigações aplicadas pelo auditor
para reunir evidências de que determinado processo esta em conformidade com as
normas internas da empresa, e ou com legislação específica da matéria sob
exame.
As
técnicas não são provas em si, elas proporcionam a obtenção das provas
necessárias para o auditor emitir uma opinião fundamentada sobre o objeto
auditado.
As técnicas de auditoria mais usuais são:
à Contagem
Física;
à Confirmação
com Terceiros;
à Conferência
dos Cálculos;
à Inspeção
nos Documentos;
à Averiguação
e Correlação das Informações.
Contagem Física
O
auditor examina pessoalmente o bem, constatando a sua existência. Estabelecendo
o contato visual com o bem, o auditor se certifica de que este é realmente o
que se pretende que seja e que a sua existência é efetiva.
Subsidiariamente,
outras constatações também são possíveis. Ao ver o bem, o auditor avalia a sua
condição de uso, ou seja: se realmente está produzindo a utilidade prevista, e
se está bem conservado.
Desta
forma, o exame físico compreende contagem, identificação, verificação de pleno
uso e qualidade do bem. A efetividade de aplicação desta técnica é limitada a
bens corpóreos ou que possam ser objeto de qualquer prova tangível de sua
existência física.
Confirmação com terceiros
Consiste
na obtenção, pelo auditor, de uma declaração escrita, junto a fontes externas
capacitadas para tanto.
O
documento com a declaração deve seguir diretamente para o auditor, sem a
interferência da empresa auditada. O pedido de informações à fonte externa deve
ser preparado por funcionário da empresa, sob atenta supervisão do auditor.
Isso
se justifica em face do relacionamento da empresa com a fonte externa. Esse
tipo de técnica permite reunir evidências sobre a fidedignidade dos saldos das
contas a receber e a pagar, saldos bancários, contas de empréstimos, estoques
em poder de terceiros, passivos contingentes, coberturas de seguros e credores
em geral.
Para assegurar a eficácia da técnica de
circularização, alguns cuidados são necessários:
I O
auditor seleciona os saldos sobre os quais ele julga necessário obter
confirmações. São utilizados formulários impressos para os pedidos de
confirmação sobre saldos de contas a receber, a pagar, saldos bancários e
outros saldos comumente circularizados. O cliente prepara as cartas com o
pedido de confirmação , assina e as envia ao auditor para aprovação final. O
auditor confere o nome da fonte externa, endereço, valores e outros detalhes,
de forma a evitar qualquer problema que possa provocar resposta incorreta.
II O auditor coloca a carta no envelope com os
dados do destinatário, tendo o cuidado de indicar o seu endereço como
remetente, para eventualidade de devolução por incorreções de endereço ou nome
da fonte consultada. O auditor também põe a correspondência no correio, tarefa
esta que não pode ser deixada por conta do cliente.
III O
auditor deve anexar ao pedido de confirmação um envelope de porte pago,
contendo o seu nome e endereço, para assegurar que a resposta será enviada
diretamente ao seu escritório, sem qualquer intercepção.
IV Ao
receber as respostas, o auditor concilia as informações obtidas com os
registros contábeis do cliente, analisando minuciosamente qualquer
discrepância.
V A
falta de resposta pode ensejar a repetição do pedido. Persistindo o fato, o
auditor, após autorização do cliente, pode dirigir-se pessoalmente a fonte
externa, a fim de obter a confirmação desejada.
VI As
confirmações de contas do ativo indicam quase sempre o valor do saldo na data
desejada, de acordo com os registros do cliente, e sua composição,
solicitando-se a fonte externa, confirmação para estes dados. As
circularizações de contas passivas não devem trazer indicações do valor devido
conforme os livros, ou natureza do débito, solicitando a fonte externa que
preste este tipo de informação.
O auditor dispõe de
dois tipos diferentes de circularização:
/
Circularização
positiva;
/
Circularização
negativa.
Circularização positiva é aquela em que o auditor
sempre espera receber uma resposta, confirmando, ou não, o saldo ou posição
demonstrada. É empregada nas cartas aos advogados da empresa, indagando sobre
eventuais ações em andamento, companhias de seguro, para avaliar a suficiência
da cobertura contratada, e contas do passivo.
Circularização negativa somente
prevê resposta em caso de discordância da fonte externa em relação ao saldo
informado. É utilizada para testar a eficiência de controles internos na seção
de crédito e cobrança, e para contas do ativo compostas por muitos itens, mas
de pequeno valor individualmente. A eficácia deste tipo de circularização
depende da eficácia do serviço local de correio.
Conferência dos Cálculos
No
transcurso de suas verificações, constantemente o auditor se depara com várias
situações em que a precisão aritmética é decisiva para legitimar o tipo de
evidência. Embora pareça simples, e realmente o é, este tipo de evidência traz
importante contribuição para o processo de formação de opinião do auditor.
Um
mero erro de adição afeta, invariavelmente, duas ou mais contas e, não raro,
serve para encobrir uma tentativa de fraude nas demonstrações contábeis.
Inspeção nos Documentos
Inspeção
é a técnica de auditoria de que o auditor se utiliza para examinar a
comprovação documental das transações. Basicamente, as transações entre
empresas e pessoas envolvem algum tipo de documento, que serve de explicação
para os detalhes sobre o que foi feito e que conseqüências se espera do fato.
A
inspeção compreende a legitimidade do documento em primeiro lugar, e
consequentemente da transação. É quanto ao auditor confirma se a transação foi
autorizada, o que pode ser constatado por assinatura ou rubrica da pessoa
encarregada.
Averiguação e Correlação das
Informações.
Averiguação
Embora
o auditor seja um profissional experiente, surgem várias dúvidas a respeito de
transações e procedimentos de controle, que ele esclarece por meio de
formulação de perguntas aos funcionários da empresa.
Não
pode existir qualquer tipo de constrangimento por parte do auditor em fazer
perguntas, sob a alegação de que está demonstrando pouco conhecimento técnico.
A
experiência demonstra que muitas questões importantes são levantadas
casualmente, durante uma conversa informal com os funcionários, as quais
poderiam escapar, mesmo com auditores experientes, durante os trabalhos normais
de auditoria.
Convém
ressaltar que as informações obtidas por meio da averiguação não servem, por si
sós, como evidências de auditoria. As informações assim obtidas necessitam de
confirmação por meio de outras técnicas de auditoria.
Correlação
Não
existem dados isolados em um sistema de contabilidade funcionando corretamente.
Os dados fornecidos pela contabilidade de forma coerente, inter-relacionados,
podem merecer confiança do auditor.
Por
exemplo, deve ser aplicável uma conciliação do volume de vendas a prazo com o
valor das contas a receber dos clientes. O custo da mercadoria vendida deve
guardar razoável relação com os estoques. Os encargos sociais a recolher devem
possuir estreito relacionamento com a folha de pagamento. O auditor procurará
essas relações naturais, não as encontrando, investigará mais profundamente.
Variações
periódicas, incremento de um ano para outro, podem justificar a falta de
comparabilidade ou comportamento atípico. Até que o auditor tenha apreciado
pormenorizadamente as explicações, o fato por si só já é suficiente para
despertar-lhe interesse, assim como o comportamento regular e uniforme, lhe dá
uma boa base para aceitação dos dados gerados pela contabilidade.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Fraudes na Demonstração do Resultado: O que leva a sua execução?
Estando a demonstração do
resultado umbilicalmente ligada às transações que ocorrem no balanço
patrimonial, a maioria das fraudes realizadas no patrimônio traz reflexos
direto no resultado da empresa, e caberá aos experts em contabilidade avaliar o dano causado.
Com uma grande possibilidade de
acerto, podemos afirmar que às principais fraudes que ocorrem no resultado das
empresas do Brasil, tem a clara intenção de diminuir os lucros com o fito de
pagar menos impostos, naturalmente se a empresa pagar impostos de renda e
contribuição social com base no lucro.
Para diminuir os resultados dirigentes
mal-intencionados tendem a aumentar os gastos de forma fraudulenta, além de
pagar menos impostos, para iludir credores e controles de preços
governamentais, majorando os custos.
Na majoração dos custos, há a
fraude nos seus componentes, onde o fraudador aumenta os valores através de
notas frias, baixas de matérias para a produção, sem utilizá-los
verdadeiramente, elevação de custos de transportes, necessidade de
armazenamentos, com pagamentos elevados, sem a real necessidade.
Para que os experts em contabilidade possam avaliar a razoabilidade dos custos,
seria de bom alvitre o conhecimento do processo de produção, além da análise
documental sobre todos os itens geradores de custos.
No que diz respeito à analise
documental seria de suma importância verificar se estes não apresentam vícios,
como falsidade e adulteração.
A falsidade é a existência
simbólica, ou seja, há o documento, mas não há a transação. Como exemplo,
podemos citar a nota fria, onde existe o documento, todavia não existe a
transação.
A adulteração
consiste em “alterar-se” um documento verdadeiro, de transação verdadeira.
Citamos como exemplo, acrescentar um número em nota fiscal para aumentar o
valor ou modificar um número, por exemplo, 1 para 7, ou 3 para 8, ou 5 para 6
ou, em certos casos, acrescentando zeros.
Relativamente às despesas, a
fraude mais comum é a imputação de gastos pessoais na contabilidade da empresa,
contrariando ao princípio contábil da competência. Com esta fraude, além do
benefício próprio, pois com a despesa registrada certamente haverá uma saída de
caixa aonde os recursos iriam para o fraudador, ainda há a redução da base de
cálculo do imposto de renda e da contribuição social.
Além das fraudes que conduzem a
redução do resultado, também poderão ocorrer transações e registros, onde a
intenção do fraudador é justamente ao contrário, ou seja, aumentar aos lucros.
Como na vida real não existe
magia, e se uma empresa não consegue vender mais, ou não reduz os seus custos e
despesas, não há como aumentar o resultado. Todavia, o fraudador sendo um
conhecer da contabilidade, poderá ter infeliz idéia de reconhecer receita de
forma artificiosa, de maneira a aumentar o lucro.
As vendas artificiosas são
registradas através de documentos fraudulentos, como notas superfaturadas, e
contabilização de receitas apenas por pedidos de vendas, sem que estas
efetivamente houvessem sido concretizadas.
As vendas artificiosas também são
conhecidas no jargão financeiro e contábil, dos experts em detectá-las, como os peritos e os auditores, por vendas
infladas.
Outra forma de aumentar os
resultados de forma fraudulenta, que não seja através das vendas artificiosas,
seria a ocultação das despesas e custos, muitas vezes os conservando no ativo,
para não causar suspeitas.
Desta forma, valores que deveriam
ser registrados como custos ou despesas, ficam registrados em contas dos
ativos, como por exemplo: gastos com pesquisas de novos produtos; despesas com
manutenção de máquinas e equipamentos; custos contabilizados de mercadorias e
produtos vendidos sem dar baixa, contabilizados nos estoques.
As fraudes nos resultados para
aumentá-los têm a intenção de um favorecimento próprio, que poderia ser a forma
de remuneração dos dirigentes de uma empresa baseada nos resultados crescentes
que eles possam conseguir, ou ainda, para captar novos investidores, ou até
mesmo para a venda da empresa.
domingo, 7 de julho de 2013
Monitor de Fraudes
O Monitor das Fraudes é o primeiro site em Português sobre fraudes, golpes, lavagem de dinheiro, corrupção e outros perigos que existem na vida privada, na internet e no mundo financeiro e dos negócios.
http://www.fraudes.org/
Objeto e finalidade da Perícia Contábil
Diferentemente
da auditoria, que em muitas vezes busca examinar o patrimônio sob a ótica da
adequada administração, inclusive sugerindo o que poderia se fazer para a
melhoria dos controles e técnicas de gestão, em trabalhos executados por
peritos o objeto visa trazer através da contabilidade elementos que
materialmente sejam importantes para “apresentar a verdade”.
Destacamos
que normalmente a perícia contábil se processa em ambientes conflituosos, onde
há a desavença e a desconfiança das pessoas em relação ao um determinado fato,
operação, registro, dívida, bem, enfim a algo afeto ao patrimônio.
Neste
processo de discórdia não é raro que passe pela justiça, onde o campo de
atuação da perícia é extremamente requerido, trazendo este profissional a sua
contribuição técnica, sob o prisma da contabilidade, para aqueles que são
leigos na matéria.
Ornelas (2007, p. 35),
contribui com importante esforço na tentativa de delinear o objeto da perícia
contábil, conforme transcrevemos a seguir:
A perícia
contábil tem por objeto central os fatos ou questões contábeis relacionados com
a causa (aspecto patrimonial), as quais devem ser verificadas, e, por isso, são
submetidas à apreciação técnica do perito, que deve considerar, nessa
apreciação, certos limites essenciais, ou “características essenciais”.
Independentemente dos procedimentos a serem adotados, são caracteres essenciais
da perícia contábil: a) limitação da matéria; b) pronunciamento adstrito à
questão ou questões propostas: c) meticuloso e eficiente exame do campo
prefixado; d) escrupulosa referência à matéria periciada; e) imparcialidade
absoluta de pronunciamento.
Conforme vimos acima, a perícia
contábil também tem como objeto o patrimônio, todavia há a distinção no fato
que motivou o trabalho quando são requeridos serviços de auditores e de
peritos, sendo que estes últimos normalmente são requisitados na esfera
judicial.
No que se refere a finalidade da
contratação do perito contábil, Alberto (2000, p. 51) aponta para distintas situações as quais visam
buscar:
a)
A
informação fidedigna;
b)
A
certificação, o exame e a análise do estado circunstancial do objeto;
c)
O
esclarecimento e a eliminação das dúvidas suscitadas sobre o objeto;
d)
O
fundamento científico da decisão;
e)
A
formulação de uma opinião ou juízo técnico;
f)
A
mensuração, a análise, a avaliação ou o arbitramento sobre o quantum monetário do objeto;
g)
Trazer
a luz o que está oculto por inexatidão, erro, inverdade, má-fé, astúcia ou
fraude.
Assim, percebemos que a perícia
contábil busca iluminar a justiça, naqueles assuntos relacionados à
contabilidade, onde o julgador não teria condições de tomar a melhor decisão,
sem a colaboração de uma pessoa que tenha profundos conhecimentos técnicos na
contabilidade, e suas manifestações sobre o patrimônio.
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